O ineficiente desejo transbordante do ser

Distante da sua vontade e de seus pensamentos. O único momento em se sentia em paz era dentro de sua própria sala, apesar de insistente, porém ilusório, medo de estar só. Mentira, eu vivo esse medo a cada instante.
Eu achei uma máscara no chão que não quer mais sair, lá mesmo devia ter ficado. Nem eu mesmo consigo me reconhecer ou, quando necessário, me conhecer novamente. E está sendo totalmente necessário. Eu sinto como se tivesse perdido tudo por nada.
Qual o propósito dos meus propósitos sequer existirem? Uma coisa é certa: eu preciso de fogo para descongelar o meu ser. Um sorriso, um olhar, um abraço, um beijo, uma pessoa; Isso não é fogo, é faísca.
De quantas formas eu posso organizar uma fila senoidal com dez pessoas, com metade cor parda e outra metade de cor branca, onde na crista e no vale tenham, respectivamente, pessoas de cores distintas e de modo que todas estejam sempre felizes?
Todos me acham, exceto eu. Um espelho não é suficiente. Eu vivo num mundo não sei de quem, e uma vida não sei aonde. E nesse mundo e nessa vida, muitas coisas ainda não são certas: eu.


Por MatHeus

Comentários

nicolas disse…
valeu ae matheus
belo texto
abraço por trás
gabriele disse…
belo texto; ideias caoticas, enredo com foco...
Vitor disse…
matheus, texto muito bem escrito, caótico e ao mesmo tempo bem estruturado na desordem por ser um sentimento que chamo universal, capaz de fazer o leitor ler sobre ele mesmo e completar suas idéias com exito e particularidade. a metáfora do espelho e da duvida sobre de quem é o mundo contribuem para o ritmo do texto ser bem particular e parecido comigo, leitor.

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